Fatores de risco para Parkinson: Saiba como prevenir essa doença

Ana Rosa • 26 de março de 2024

A Doença de Parkinson é uma doença complexa e até hoje não sabemos exatamente a sua causa. Há vários fatores de risco para desenvolver a doença, desde causas genéticas, exposição a agentes tóxicos e condições crônicas, como o diabetes. É importante entender alguns elementos que interferem no desenvolvimento da doença para ter um diagnóstico precoce e  melhor controle dos sintomas.


O Que é a Doença de Parkinson?


A doença de Parkinson caracteriza-se principalmente pela
diminuição dos níveis de dopamina, um neurotransmissor essencial na transmissão de comandos para as áreas cerebrais responsáveis pelo controle dos movimentos. Além das conhecidas alterações motoras, a condição abrange alguns sintomas não motores significativos, incluindo ansiedade, distúrbios do sono e constipação intestinal, que também impactam profundamente a qualidade de vida dos pacientes.


Entendendo os Fatores de Risco para Parkinson


Fatores Genéticos

A maioria dos casos de Parkinson são decorrentes de uma combinação entre predisposição genética e exposições ambientais. A variante conhecida como parkinsonismo genético, diretamente relacionada a mutações específicas em determinados genes, representa somente cerca de 10% das ocorrências. Esses casos tendem a manifestar-se em indivíduos com menos de 50 anos e frequentemente há histórico similar na família.


Fatores Ambientais

Sabemos que traumatismo craniano, exposição a herbicidas e contato com metais pesados são fatores que predispõem à doença de Parkinson. Esses fatores associados a uma maior susceptibilidade genética ocasionam o início da doença. 


Estilo de vida

Ter um estilo de vida saudável com maior consumo alimentar de hortaliças, oleaginosas, carnes magras e café são fatores protetores para a doença. O maior consumo de laticínios foi associado a um maior risco para Parkinson. Realizar exercício físico é fundamental tanto para prevenção da doença como para evitar sua progressão rápida. O exercício físico aeróbico foi, até hoje, a única medida capaz de desacelerar a progressão do Parkinson.


Idade e Sexo

A progressão da idade constitui o fator de risco mais significativo para o desenvolvimento de condições neurodegenerativas, incluindo a doença de Parkinson e a doença de Alzheimer. Além disso, observa-se uma prevalência mais elevada da doença de Parkinson entre o sexo masculino em comparação ao feminino.


Histórico Familiar

Em aproximadamente 10% das situações, a origem da doença de Parkinson é genética. No entanto, a pesquisa atual revela a existência de múltiplos genes que, em interação com certos estilos de vida e exposições ambientais, podem aumentar o risco de desenvolver a doença.


Como Prevenir a Doença de Parkinson?


Infelizmente não existe
nenhuma medida capaz de prevenir a doença de Parkinson. Porém, sabemos que ter contato com fatores de risco e manter uma dieta não balanceada e sedentarismo pode contribuir para seu desenvolvimento. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico regular e manter um estilo de vida saudável.


Perguntas Frequentes


Quais são os principais fatores de risco para a doença de Parkinson?

Exposição a pesticidas, traumatismo craniano, contato com agentes tóxicos como metais pesados. 


A doença de Parkinson pode ser prevenida?

Infelizmente não há nenhuma medida preventiva. Porém, sabemos que manter um estilo de vida saudável reduz as chances de desenvolver Parkinson. 


Como a genética influencia o risco de Parkinson?

10% das causas de Parkinson são genéticas. Porém, em muitos casos há predisposição familiar que associada aos fatores de risco podem determinar o início da doença. 


Existem exames ou testes para determinar o risco de Parkinson?

Existem vários exames que podem auxiliar no diagnóstico de Parkinson desde que haja suspeita clínica. Nenhum exame deve ser realizado para estimar o risco de desenvolver essa enfermidade.


Mudanças no estilo de vida podem realmente reduzir o risco de Parkinson?

Sim! O exercício físico aeróbico mostrou benefício importante inclusive em reduzir a progressão de quem já tem o diagnóstico de Parkinson. 


Qual é o papel da dieta na prevenção do Parkinson?

Uma dieta rica em frutas, hortaliças e oleaginosas associado ao consumo de café e pouco derivados do leite mostrou ser uma dieta protetora para a doença de Parkinson. 


Conclusão


O número de pessoas com o diagnóstico de doença de Parkinson tem crescido exponencialmente nas últimas décadas. Conhecer os fatores de risco e medidas que auxiliam na sua prevenção é fundamental para melhor controle dessa enfermidade que, com certeza, é um problema de saúde pública. 


Neurologista para Parkinson em São Paulo


Se você está à procura de ajuda médica, sou a
Dra. Ana Rosa, neurologista com foco em doença de Parkinson, Tratamentos Minimamente Invasivos e DBS. Com uma abordagem empática e baseada em evidências, me dedico a oferecer aos meus pacientes cuidados de alta qualidade, focados não apenas no tratamento dos sintomas, mas na busca pela melhoria contínua da qualidade de vida. 


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